Um rápido olhar ao noticiado pela Folha de São Paulo nos leva a questionar o ativismo judicial brasileiro…
Antes, entenda o caso. De acordo com a Folha, o candidato à presidência da República do Brasil, José Serra teria ligado para o iminente juiz da Suprema Corte, Gilmar Mendes, no intuito de coibir o uso de apenas um documento, na votação do julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 4467) do PT contra a obrigatoriedade de o eleitor apresentar dois documentos para votar nas eleições. Evidentemente uma jogada política, pois a proibição, em tese, favorece o candidato Serra.
Foi realmente muito estranho, um julgamento de um assunto simples, tendo 7 ministros se manifestado em favor da apresentação de apenas um documento de identidade, de repente, o Min. Gilmar pediu vista. o.O
Eu mesmo fiquei sem entender um pedido de vista nesta circunstância. A reportagem de capa, da Folha de São Paulo desfez a estranheza do inusitado pedido de vistas.
A questão que se levanta é a seguinte, o Douto Magistrado não deveria se declarar suspeito no julgamento, por suas ligações, sejam as telefônicas ou as íntimas, com o candidato Serra, e tendo este, supostas vantagens dependendo do resultado da eleição?
Sem inocência nenhuma, existem correntes de influência de poder percorrendo todos os dias os entendimentos dos Ministros. O debate é delimitar a forma como isso pode ou não se manifestar, e até onde realmente pode o entendimento de um julgador se entrelaçar com as suas amizades e com as relações de interesses.
fonte: http://www1.folha.uol.com.br/poder/806923-apos-ligacao-de-serra-gilmar-mendes-para-sessao-sobre-documentos-para-votar.shtml

